25 de abril de 2014

Há algo diferenciado...



Há algo diferenciado no espírito humano quando as coisas vão de acordo com os desejos. Não os desejos como o mundo vem interpretando: algo carnal, esporádico, de fácil acesso e limitado. Mas o desejo, que eu traduziria, sublime, à parte, inexplicável, procurado por todos, encontrado e reconhecido de imediato. Mesmo que distante. Mesmo que diminuto frente ao desejo maior de mantê-lo.

Posso admitir que vejo arco-íris, pássaros cantam, animais me encaram sem temor e nuvens no céu complementam o que sinto. E revelar que, novamente, siglas fazem sentido, o infinito se esconde em um olhar e, o que muitos chamam de manchas (ou pintas...), é o que complementa, na verdade, o quadro bonito que se encara à frente de si. Não um reflexo (deus me livre e livre o mundo...): encaixe, complemento. 

Tenho-me dentro de mim, de novo.

Eu que estive ausente...

...


Os textos (por ventura aos fantasmas que perguntarem...) ainda me decepcionam. Mas um dia eu amadureço. Espero que não tanto pra cair do pé, sem serventia ou alarde; nem tão pouco pra não ter colhido tudo de mim; quem sabe o ponto certo: fruta tirada do galho, no ponto, na boca que gosta, no dia perfeito...


Ainda vejo asas...



25/ 04/2014



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