(notebook, Katherine Sanderson - www.art.com)
Beba a tempestade
Encare a bonança
Sorva o líquido que te servem
Engula os prazeres que se elevam
É hora de acordar
É hora de saber
É hora de encarar
O mal que o bem te fez
É sempre a mesma coisa
São sempre os mesmos copos
São sempre os mesmos rostos
Perdidos, descompassados e esparsos
As faces perdidas sob o líquido
O líquido cobrindo os pés frios
Os laços e abraços desatados
O motivo eu não explico...
1996

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