Que veneno é este que me leva à morte
e, depois, lentamente, me eleva à vida?
Em que escuridão profunda me afundo
a ponto de sequer notar que fico cego?
Estas ruas tortas e medonhas, sem sul, nem norte...
Esta minha triste sina que nunca finda...
O que é esse buraco tão profundo em meu peito?
Porque ainda aceito tanto sofrimento, se o nego a todo instante?
Não recebo a cura para tal pesadelo
e nem a rima certa para meus erros.
Não acerto em escolher coisas ou pessoas.
Espero, que pelo menos por um segundo, este grito que ressoa,
seja ouvido por esse alguém que espero
e que me dará, então, o remédio do amor e do zelo...
1997

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