9 de maio de 2014

Sem...

Eddy Leiva


Não há paixão. Há encantamento.
Não há trovão no céu. Não choverá.
Nem hoje nem nunca mais em nenhum dos tempos possíveis.

Não há razão. Nem entendimento.
Não há sol. Nunca mais haverá arco-íris.
Nem amanhã nem em nenhuma das visões ou telas possíveis.

Não correm rios. Não caem cachoeiras.
Lagos estão mortos. Nunca mais cantares, noites de luar.
Rostos, apenas rostos, nada de verdadeiras faces.

Sem os olhos que definem o infinito, a vida é coisa morta tida como certa.




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