Impossível acreditar que o que irá acontecer é
provado apenas pelo que já aconteceu; que escrevo agora (escrevi...) porque era
o que estava escrito para que eu fizesse.
Inicio pelo princípio, como criatura que
desconhece o caminho.
Falo do que não fui.
Explico sentimentos ausentes.
Rememoro. Desconheço.
Chegarei ao fim? Haverá fim?
Trago os bolsos limpos
de planos e tenho a vida plena de erros (poderia dizer que não os escolhi:
destino...).
Linhas tortas, acima, me demonstram que já me
perco, de novo, de mim...
Ou, talvez, seja minha convivência comigo, com
erros e desejos, que me provam quem eu sou...
(Quem disse que
anjos não precisam de demônios para existir? Quem disse que seria, logo eu,
um anjo?)
19 04 2014

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