23 de junho de 2014

Perdido 2

Rubem Grilo


Não creio em destino.
Impossível acreditar que o que irá acontecer é provado apenas pelo que já aconteceu; que escrevo agora (escrevi...) porque era o que estava escrito para que eu fizesse.
Inicio pelo princípio, como criatura que desconhece o caminho.
Falo do que não fui.
Explico sentimentos ausentes. Rememoro. Desconheço.
Chegarei ao fim? Haverá fim?
Trago os bolsos limpos de planos e tenho a vida plena de erros (poderia dizer que não os escolhi: destino...).
Linhas tortas, acima, me demonstram que já me perco, de novo, de mim...

Ou, talvez, seja minha convivência comigo, com erros e desejos, que me provam quem eu sou...

(Quem disse que  anjos não precisam de demônios para existir? Quem disse que seria, logo eu, um anjo?)


19 04 2014



Nenhum comentário:

Postar um comentário