Neste bar em que te espero não me servem a bebida desejada.
Não dão atenção às minhas lamentações
e nem se preocupam em limpar o resto de vômito que está a meu lado.
Neste fétido lugar em que estou abandonado não me oferecem um brinde de felicidades.
Não me carregam nos ombros, perdedor que sou.
Não me dão respostas, sequer me notam.
Mas, então, por quê não trocar de mesa?
Despedir o garçom, o cozinheiro?
Por que não quebrar todas as garrafas e copos?
Por que não pôr fogo em tudo?
Por que não trocar de bar?
Ninguém iria se importar mesmo, talvez,
apenas, as baratas que fazem hora extra por entre as panelas...
1997

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