18 de maio de 2014

Tenho um poema...




Tenho um poema pra te escrever...

É uma elegia rebuscada, cheia de amor e suor e lábios, espelhos e pernas, que brota leve e breve pelo tempo.
Caminha, entre pedras, sob o sol ardente, buscando esconderijos pela cidade que finge não nos ver.

Mas tem sombra, água fresca tomada na mesma garrafa, tem siglas e cantos secretos e suspira em segredo beijos e recados pelas frestas das portas e pelo canto do olho.
E, no meio de soluços e dúvidas, imberbe e carente, essa elegia é perene mesmo inacabada. Mesmo acabada...

E é uma elegia porque é um funeral que desabrocha no horizonte cego desses dias turvos.
Tenho a tempestade como companheira e mesmo ela se afasta quando minha mente sofre nesses pesadelos...

(e escrevo vendo seu corpo nu, em frente ao meu olho, nesse delírio que é um tormento que apenas eu - Graças a Deus! - tenho que viver...)





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