3 de junho de 2014

Choro minhas mágoas...

Gerhard Richter


Choro minhas mágoas com a sensação de que abraço o corpo da mulher amada, que agora vive distante.
 

Levarei, de hoje em diante, um coração calado dentro desse peito aflito.
 

Vestirei o sorriso falso dos antigos amantes que se descobriram mortais.
 

E lerei, todos os dias, as estrelas que cintilam sobre o firmamento, na esperança de encontrar entre elas uma mensagem em siglas das quais apenas eu e ela saberemos o significado.



Tenho a calma do cadáver e a incerteza da alma que se despreende...



 

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