2 de junho de 2014

Hoje perdi...

Gerhard Richter



Hoje perdi o amor que nunca foi meu... 

Tenho histórias bonitas desse amor para contar mas estas não podem ser ditas.

Vejo seu rosto, ainda, em minha frente e tenho fotos que não podem ser mostradas.
Minhas mãos se apertam como se apertassem a pele dela, nua, mas o que sinto é o ar quente e minha própria carne.

E o mundo, esse lugar vazio que resta, é um enigma eterno dentro de mim.


(meu corpo se perdeu de mim na estagnação dos dias...)





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