Gerhard Richter
Hoje perdi o amor que nunca foi meu...
Tenho histórias bonitas desse amor para contar mas estas não podem ser ditas.
Vejo seu rosto, ainda, em minha frente e tenho fotos que não podem ser mostradas.
Minhas mãos se apertam como se apertassem a pele dela, nua, mas o que sinto é o ar quente e minha própria carne.
E o mundo, esse lugar vazio que resta, é um enigma eterno dentro de mim.
(meu corpo se perdeu de mim na estagnação dos dias...)

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