13 de junho de 2014

Dias distantes



Tenho um sorriso bobo no rosto...
Vejo um retrato e sorrio.
Olho o tempo.
Fecho uma janela.
Passam as horas, células morrem.
Cães ladram.

E tenho um sorriso bobo no rosto...

Ainda me pesa no peito muita coisa.
Ainda não sei quem sou (nem o busco...)
Ainda é gosto de rocha e sangue em mim.
Mas tenho um sorriso bobo no rosto...

Ecos, carros, gritos...
Escrevo, ouço. Quase não falo...
Arrasto os pés pela casa.
Ponho óculos escuro.

Saio...


Quem dera se você pudesse ver esse meu sorriso bobo no rosto...





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