16 de junho de 2014

Ela...



Não existiriam poemas sem ela. Sem ela, seriam apenas palavras.
Jardins teriam flores, mas, flores, seriam apenas plantas que brotam da terra. 
Céu azulado, amanhecer, noite estrelada... fenômenos naturais.
Sem ela, sorrir seria para piadas ou consultas enfadonhas.
Nó no estômago seria apenas indisposição biológica.
Tudo, sem ela, apenas vida e suas inquietudes que findam.

Mas ela existe.

E, assim, o que era claro, é luminoso. O que era belo, radiante.
Flores ganham novos tons, respingam perfume e atraem borboletas dançarinas.
Eclipses se formam num olhar antes turvo e zangado.
Brotam esmeraldas em recantos do quarto e devaneios valem mais que ideias.
Seu nome adquire inquietude e tudo se cala se dito em pensamento.
É dela esse sorriso torto e essa voz monótona.

Ela, que enfeita o jardim dos dias e é clareira segura na floresta da noite.

Ela...





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