Tenho dentro de mim um grito.
E milhões de dúvidas.
Tenho a vontade de dizer o que sinto.
Mas sem que me perguntem...
Tenho a vontade como guia, não palavras.
E não me comparo. Apenas espero.
Minha alma tem o silêncio da tempestade, quando cessa.
Seus estragos, seus porfazeres, sua imagem.
Em mim, o nada que engole o universo.
O universo que oculto de todos. De mim.
Em mim, a nau que delira na minha insensatez.
No meu desejo de ir.
Meu silêncio: meu grito.
Meu beijo, minha alma partindo de mim.
Descontínua viagem...
10 06 2014
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