negra flor que me consome o peito...
Veio do olhar claro que me descobriu, desnudou?
Do beijo, transparência da alma, reencontro?
Do corpo entregue à dura marca do amor, do segredo?
É sempre noite em meu peito...
Ausência, vontade, desejo, fome...
Sempre esse tumor na garganta a sufocar-me...
Sempre um bombear contínuo de sangue, às pressas...
Saboreio o doce alento da lembrança...
É saudade o que sinto e há presença dentro de mim...
Morro sempre um pouco mais; sou, sendo, um pouco menos.
Penso nas alternativas e são tantas que me enfastio.
Todas elas são meros enganos: vejo apenas o que seria bom.
Sinto seu corpo no meu como antes...
E é saudade o que sinto...
06 11 2013

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