21 de junho de 2014

Perdido


Herbert Baglione e Fabio Stachi

Hoje eu entendo que as boas coisas são mais intenções que realizações.
Tenho o mesmo rosto cansado e poucas horas (minutos...) em que me vejo realmente como humano.
Carrego prazos e pressa e, na verdade, cumpro os primeiros porque não me importo com eles e sigo os passos na velocidade em que passo por mostrarem, a mim, que não sou ninguém e, a todos, que sequer passei.
Vejo o sol e, sempre, é só cansaço.
Convivo com a noite (tão quente quanto o dia, tão fria como o silêncio...) e, também, é como se não me encontrasse.
Procuro-me?

Cuspo em paredes.

Sei o que devo escrever e o modo certo, contudo inverto regras e crio repetições.
Tento escrever um poema que fale sobre mim...
E desisto porque temo o horizonte negro que surge nessa clara manhã....


19 04 2014



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