Hoje não trago presentes.
Não trago flores.
Sei que prefere pássaros...
Mas não os trouxe.
Sei que prefere-os soltos...
Não trago poemas ou enfeites para seus cabelos.
Trago os mesmos olhos de tempestade depois de um
dia de tumulto.
Trago os devaneios e os sonhos que tive.
Sei que encara estas linhas e estas letras e tentas
decifrar a mensagem além delas.
Sei que tem os olhos fixos neste escrito, como
quem espera uma resposta.
Sei que te ofereço a única coisa que me pertence e
que quero que possuas:
Eu, com meus limites e vontades.
Dou-me a ti, eu que nunca me pertenci...
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