1 de agosto de 2014
Talvez...
Tenho o olhar fixo e encaro o tempo sonhado que me arrasta.
Pensamentos,inconstantes e indecifráveis, caminham dentro de mim
E criam rotas, trilhas, em minha pele que, fria, segue só.
E eu sigo pela vida.
Meu rosto é um mapa antigo, de estradas percorridas.
Demonstra os dias e os sonhos que tive.
Tem os sonhos e sorrisos que oculto.
Sempre cego, eu, diante de mim.
Vejo horizontes e estrelas. Ouço pássaros.
Vejo os olhos e tenho na pele a sensação daquelas mãos.
Lembro que tive beijos, bocas, pele. Abraços.
E os dias passam...
(talvez passem...)
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