Em minh'alma o calmo sol
de um não-sei-quê de dor
A palma da mão do eu neutro
espanca o verso do eu bruto
Uma rosa pálida no céu negro
Uma faísca de flor a perfumar o solo
A bela imagem sensual de quem não há
Corações pulsantes excitados pelo fel
que o amor sangra no meio da noite
A calma de minha alma afunda
O lodo do meu peito afoga-me
Um frescor de sonho que adormece
Um passar de tempo que não houve
Gélido suor de um luar sob telhas
Tremo de pensar na alma minha
que partiu para um céu que me recusou
Da calma minha guardo o amor
Do amor meu sofrer, meu penar,
ficou a dor que não há o quê evite.
Há a vida que me é triste, meu pesar...
08/08/98
Nenhum comentário:
Postar um comentário