O silêncio, tal qual a extravagância da noite,
Quebra tudo à minha volta...
Dilacera minha carne, desfigura minha face.
Me corrompe tão fortemente que grito...
Um grito mudo saído do fundo de meu eu.
Um grito que só aumenta o cansaço
E o silêncio...
Tal qual um verme que me devora por dentro
Esta quietude, filha do silêncio, me mata...
Me mata lentamente, a cada segundo,
E, também como um tiro, me mata...
Um tiro voando no espaço...
Um tiro que me faz cair e praguejar...
Contra o silêncio...
De maneira que já cansado estou de lutar.
De tentar desmascarar este silêncio à minha volta.
Este silêncio que me mata
mas, do qual, também necessito...
1997

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