Edvard Munch
Provo meu amor tatuando o nome da pessoa sobre minha pele.
Ou compro uma aliança e celebro este amor com juras e testemunhas.
Talvez, compre uma casa. Ou faça um filho: será o retrato desse amor.
Aceito seu passado, como imutável, e celebro seu futuro, desde que comigo.
Me torno parente de seus parentes e provo meu amor ao tolerar os desconhecidos.
E faço sexo com teu corpo como quem ama, ama o próprio corpo: expressão do perfeito.
E, se me perguntam se amo, digo que amo mais que minha própria vida e mais que tudo nela.
E crio sonhos, desenho escadas, pinto rostos (só um rosto, sempre...) para provar o amor que tenho.
E, crente que sou, começo a acreditar que o amor é essa forma estranha que me ensinaram e que é o social quem o define e são os outros, testemunhas dessa união de dois, quem o provam...
Mas, em mim, o amor, o deus secreto que compreendo e busco, se afasta a cada dia, por dor.
Em mim, o amor, que tenho, é secreto como o inferno que vivo quando dele me afasto.
06 06 2014

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