18 de agosto de 2014

Velhices - 11

Com um murmúrio mudo digo teu nome
e aguardo, ansioso, a hora de sussurrar ao teu ouvido: "te amo...",
abraçando-te desesperadamente por minutos ausentes.
Mas, no momento, vivo apenas do sonhar...

Espero em vão por um telefonema teu,
mas, você sequer saberá onde estou.
Acordo perturbado, imaginando que alguém bate à porta.
Levanto-me assustado, e alegre, para atender (penso ser você...).

Não há ninguém.

Suspiro devaneios amargurados de esperança.
Transpiro com o infernal calor noturno.
Há frio em meu coração. Tua ausência...
Há tudo de ruim em meu peito. Falta você.

Falta a base de tudo que era para ser.
Falta a essência do que preciso para sorrir.
Falta a indecência pura do amor.
Ausente tua brisa que refresca e perfuma.

Ausente você, falta o pedaço maior de mim...


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